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Estudo do Lixo, você sabe o que é?


Estudo do Lixo. Você sabe o que é???

Você sabe o que é um estudo do lixo?

O Instituto Muda, ao final de um processo de treinamento com moradores e funcionários de um condomínio faz um estudo dos resíduos recicláveis do mesmo com o objetivo de verificar a qualidade e a quantidade do material reciclável descartado pelas pessoas que ali convivem e habitam.


Mas Lixo Reciclável tem qualidade???

Se descartado da forma correta, tem e muita. Ele pode ser equivalente a qualquer produto que entra em uma cadeia de produção. Gera empregos, matéria prima e dinheiro. A qualidade do material reciclável é definida pela quantidade de rejeitos que este possui.



O que seria rejeito?


São materiais recicláveis contaminados por outros que não são como, por exemplo: um pote de maionese com resto de maionese dentro, uma lata de ferro com molho de tomate dentro e etc. Outros rejeitos seriam o papel higiênico e o lixo de toalete, papelão impregnado de óleo, fotografias, jornais sujos, papel de fax, lenços e guardanapos de papel, celofane, cinzas, tocos de cigarro, fraldas descartáveis, absorventes higiênicos. O Instituto Muda considera que até 10% de rejeito, o material reciclável terá um bom aproveitamento pela organização ( cooperativa ou empresa) que irá processar e revender à outra.


Resultados Interessantes:

Após o estudo de diversos condomínios em que o Instituto Muda implementou o sistema de coleta seletiva, verificamos alguns dados:

- Jornais e Revistas são os materiais recicláveis coletados em maior quantidade (peso) com uma média de 160,22 kg por dia.

- O material reciclado de menor freqüência, é o Tetrapak, com uma presença média de apenas 1,98% entre os resíduos coletados.

- A ordem dos materiais recicláveis recolhidos, segundo a porcentagem do peso de cada resíduo, de forma crescente, é:

1º Tetrapak (1,98%)
2º Metal (3,56%)
3º Plástico (12,34%)
4º Vidro (10,41%)
5º Papel (16,48%)
6º Papelão (20,35%)
7º Jornais e Revistas (23,32%)




Além da qualidade e quantidade que o Estudo nos mostra, podemos verificar que as conclusões que podemos retirar do mesmo é muito maior do que imaginamos. O lixo é uma fonte de pesquisa extremamente valiosa. Foi exatamente este conceito que norteou o Tucson Garbage Project, uma inovadora proposta data de 1973, levada adiante sob orientação do antropólogo norte-americano William Laurens Rathje ou Bill Rathje, como também se tornou conhecido. Este empreendimento tinha por meta, a partir da análise dos resíduos residenciais, dar a conhecer os padrões de consumo dos cidadãos da cidade de Tucson (Arizona, EUA).(WALDMAN 2008)

Utilizando técnicas arqueológicas modernas, o Tucson Garbage Project rastreou padrões comportamentais e educacionais, aspectos sanitários e socioambientais. No que seria absolutamente contemporâneo, identificou níveis de desperdício e de reciclagem, bem como os hábitos de consumo imperantes nos domicílios. (WALDMAN 2008)

Os levantamentos realizados nas lixeiras colocaram em cheque os depoimentos dos cidadãos de Tucson: revelaram bem mais alta de consumo de bebidas alcoólicas do que a admitida nos questionários entregues aos analistas; indicaram posturas ecologicamente inadequadas, patentes no elevado índice de perda de alimentos; hábitos alimentares pouco saudáveis e uma propensão consumista dos pesquisados.(WALDMAN 2008)

Desde 1973 até os dias de hoje, não se percebe muitas mudanças dos nossos estudos se comparado ao Tucson Garbage Project. A grande mudança é que hoje não temos tempo para pensar em colaborar com o Meio Ambiente. #Muda